Depois de ler sobre as farmácias do Brasil, acho que não são muito diferentes das farmácias de Colombia ou de outros países que conheço. Frequentemente, nos países pobres onde não há um bom serviço médico e onde a rede de hospitais não é boa, as farmácias são uma parte importantíssima do sistema de saúde. Os farmacêuticos servem praticamente como a primeira línea na luta contra as doenças, porque eles têm estudos especiais e podem dar conselhos nos clientes sobre a saúde, sobre as práticas alimentarias saudáveis, mas também podem receitar alguns remédios. Em Colombia, por exemplo, não há muito tempo, eles podiam receitar os antibióticos também, mas recentemente a lei mudou e eles já não podem.
As pessoas que vêm dos países do primeiro mundo acham que esto não é bem porque os farmacêuticos não são médicos. Mas estas pessoas não compreendem que a alternativa real para muita gente pobre não é entre visitar ao médico e visitar ao farmacêutico, sino entre visitar o que em Colombia chamamos um yerbatero (uma pessoa que vende plantas medicinais sem nenhuns estudos e sem garantia cientifica) e visitar um farmacêutico.
Realmente a farmácia é muito mais acessível à população. O farmacêutico é uma amigo, quase um "médico da família" no Brasil.
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